Longa tem um potencial incrível, que é desperdiçado
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| Foto: Reprodução |
Uma mistura de Ex_Machina com Black Mirror com Jogos Mortais e um pouquinho da I.A. de The 100, o longa-metragem TAU, conta a história de Julia, interpretada por Maika Monroe, que é raptada por um cientista maluco, que está desenvolvendo sua inteligência artificial (TAU), e depende de pesquisas com o celebro humano para completá-lo.
O filme começa bem, com cenas de encher os olhos, cores vibrantes, uma premissa interessante, até que a protagonista (uma esperta vigarista) é sequestrada e acorda num quarto sem informações, e a partir daí o longa começa a se perder... Em um primeiro momento, somos apresentados à um grupo de ‘cobaias’, que aparecem poucos minutos em cena, e são mortos de maneira ‘estranha’, o que nos remete um pouco à Jogos Mortais, bem genérico.
Ao buscar essa personalidade, o longa entra em uma área pouco explorada, que é o grande chamariz do filme - que fica subentendido na sinopse e nos trailers, a humanização das máquinas, e a maquinação dos humanos. Vemos um cientista obcecado em terminar seu projeto, e uma I.A. que quer ser humano.
O longa tenta, mas não consegue ter uma profundidade, embora consiga encontrar uma identidade própria, sendo ofuscada por diálogos que beiram o ‘pífio’, e com escolhas dramatúrgicas duvidosas pela direção, deixando o filme tedioso.
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| Foto: Reprodução |
Vemos uma protagonista artificial, um antagonista sem emoções, e uma inteligência artificial humanizada, que se torna um empregada doméstica de Alex, e que acaba se apaixonando por Júlia, ou seja, o longa perde todo o seu potencial, em algo que já vimos.
TAU tinha um potencial incrível, que peca em um enredo mal explorado e cansativo, com um roteiro que beira o clichê, deixando a trama previsível, não há desenvolvimento algum, a I.A. parece ter dupla personalidade, e termina com um final RIDÍCULO. Como a Netflix deixou passar algo tão mal trabalhado?
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| (Foto:Reprodução) 1,5 |



